
Aparentemente, OZZY OSBOURNE
Fonte desta matéria (em inglês): Brave Words

Aparentemente, OZZY OSBOURNE
Fonte desta matéria (em inglês): Brave Words

Mãe é o amigo mais verdadeiro que temos quando a dificuldade dura e repentinamente cai sobre nós; quando a adversidade toma o lugar da prosperidade; quando os amigos que se alegram conosco nos bons momentos nos abandonam; quando os problemas complicam-se ao nosso redor, ela ainda estará junto de nós, e se esforçará através de seus doces preceitos e conselhos para dissipar as nuvens de escuridão, e fazer com que a paz volte aos nossos corações.

Zíbia Gasparetto, empresária e escritora espiritualista paulista. Iniciou sues escritos mediúnicos depois de um estudo que vazia com seu marido e sentiu uma dor forte no cotovelo, fazendo com que sua mão nao parasse de tremer, ocasião em que seu marido lhe deu lápis e papel e desse modo escreveu seu primeiro romance, O Amor Venceu.
Suas obras publicadas são: O Amor Venceu, O Morro das Ilusões, Bate-papo com o Além, Entre o Amor e a Guerra, O Matuto, Esmeralda, O Mundo Em Que Eu Vivo, Pedaçõs do Cotidiano, Laços Eternos, O Fio do Destino, Voltas Que A Vida Dá, Espinhos Do Tempo, Quando A Vida Escolhe, Somos Todos Inocentes, Pelas Portas do Coração, A Verdade de Cada Um, Sem Medo de Viver, Conversando Contigo, Pare de Sofrer, O Advogado de Deus, Quando Chega A Hora, Ningém é de Ninguém, Quando é Preciso Voltar, Tudo Tem Seu Preço, Tudo Valeu à Pena, Um Amor de Verdade, Nada é Por Acaso, O Amanhã A Deus Pertence, O Reporter de Outro Mundo, Onde Está Tereza?, Vencendo o Passado, Eles Continuam Entre Nós, Se Abrindo Para A Vida.

A vida precisa ser renovada. A morte é a mudança que estabelece a renovação. Quando alguém parte, muitas coisas se modificam na estrutura dos que ficam e, sendo uma lei natural, ela é sempre um bem, muito embora as pessoas não queiram aceitar isso. Nada é mais inútil e machuca mais do que a revolta. Lembre-se de que nós não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte. Ela é irremediável.
O inconformismo, a lamentação, a evocação reiterada de quem se foi, a tristeza e a dor podem alcançar a alma de quem partiu e dificultar-lhe a adaptação na nova vida. Ele também sente a sensação da perda, a necessidade de seguir adiante, mas não consegue devido aos pensamentos dos que ficaram, a sua tristeza e a sua dor.
Se ele não consegue vencer esse momento difícil, volta ao lar que deixou e fica ali, misturando as lágrimas, sem forças para seguir adiante, numa simbiose que aumenta a infelicidade de todos.
Pense nisso. Por mais que esteja sofrendo a separação, se alguém que você ama já partiu, libere-o agora. Recolha-se a um lugar tranqüilo, visualize essa pessoa em sua frente, abrace-a, diga-lhe tudo que seu coração sente. Fale do quanto a ama e do bem que lhe deseja. Despeça-se dela com alegria, e quando recorda-la, veja-a feliz e refeita.
A morte não é o fim. A separação é temporária. Deixe-a seguir adiante e permita-se viver em paz.
"A morte é só uma mudança de estado.
Depois dela, passamos a viver em outra dimensão"
Zíbia Gasparetto

Viver uma verdadeira experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida. Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente.
Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha a preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.
Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida Um Amor de Verdade.
Zíbia Gasparetto
Foram três anos de espera desde o último disco de estúdio, “New Maps of Hell”. Além disso, as comemorações dos 30 anos de banda, com lançamento de um disco ao vivo disponibilizado gratuitamente na Internet, shows seguidos na Califórnia e o lançamento de dois livros do vocalista Greg Graffin, deixaram os fãs ainda mais ansiosos pelo novo de inéditas do Bad Religion.

Confesso que na minha primeira audição também tive essa reação emotiva e achava que o disco era muito pop, com muita influência do classic rock americano (conforme o próprio guitarrista e compositor Brett Gurewitz avisou em entrevistas) e que não era aquele Bad Religion punk que eu me acostumei com discos clássicos como “No Control” e “Stranger Than Fiction”. E não é mesmo!
Mesmo assim, “The Dissent of Man” não é um álbum fraco. Muito pelo contrário. É um dos mais ricos da discografia do BR, devido à variedade de composições. Aliás, nunca se pôde perceber tanto as diferenças de composição entre Greg Graffin e Brett Gurewitz como nesse play. Conhecendo um pouquinho a banda, você sabe exatamente que as músicas com menos acordes, com aquele acento Classic Rock, e com letras menos complexas, porém ainda sim muito inspiradas, são feitas pelo Mr. Brett. Escute “Cyanide”, com solos cheios de slides country, a não tão nova “Won’t Somebody”, o primeiro single “The Devil in Stiches” e a baladinha pop que fecha o disco “I Won’t Say Anything” e você verá o quão “classudo” um punk empresário de gravadora (ele é dono da Epitaph, que lançou o disco) pode ser ao criar músicas agradáveis de ouvir e assobiar. “Turn Your Back On Me” também é destaque e perfeita para relaxar em um sábado à tarde.
Individualmente, há três destaques no disco. Greg Graffin continua cantando como nunca e, apresenta aqui, um tom ainda mais alto de voz. O batera Brooks Wackerman, pra mim, sempre foi “areia demais” pro caminhão do BR. Ele toca tanto que poderia integrar qualquer banda de Thrash Metal facilmente. Aliás, ele já integra uma, chamada The Innocent. O trabalho dele é sempre destaque, seja ao vivo ou no estúdio. E Brian Baker, guitarrista que era baixista no Minor Threat, além de gravar todas as bases do disco, debulha em solos inspiradíssimos, até com influências de outros estilos (como o já citado country), mostrando que punks também podem tocar muito bem, sim senhor!
Em suma, o Bad Religion comemorou seu trigésimo aniversário com muita classe e estilo com “The Dissent of Man”, o 15º álbum de sua discografia, porém, ainda segue devendo um novo clássico do Punk melódico, como “Recipe For Hate”, “Stranger Than Fiction” e “The Gray Race”, discos que tornaram a banda um ícone do estilo nos anos 90.
Tracklisting:
1) The Day The Earth Stalled (Greg Graffin)
2) Only Rain (Brett Gurewitz)
3) The Resist Stance (Greg Graffin)
4) Won’t Somebody (Brett Gurewitz)
5) The Devil In Stitches (Brett Gurewitz)
6) Pride and the Palor (Greg Graffin)
7) Wrong Way Kids (Brett Gurewitz)
8) Meeting of the Minds (Greg Graffin)
9) Someone To Believe (Greg Graffin)
10) Avalon (Greg Graffin)
11) Cyanide (Brett Gurewitz)
12) Turn Your Back On Me (Brett Gurewitz)
13) Ad Hominem (Greg Graffin)
14) Where The Fun Is (Brett Gurewitz)
15) I Won’t Say Anything (Brett Gurewitz)
http://multishow.globo.com/DVD-Raimundos-Roda-Viva/Videos/_1365541.shtml
Fonte desta matéria: Multishow
Fonte desta matéria: youtube

"Talvez amanhã quando você sonhar em me querer eu já tenha encontrado quem me queira. Quem sabe quando você lembrar que eu existo, eu já tenha desaparecido do seu alcance. E por caso se um dia você quiser me amar, eu transforme esse amor em amizade. Porque chega uma hora em que você cansa. Cansa de se preocupar, cansa de tentar agradar, cansa de fazer tudo certo, de ser bonzinho e politicamente correto".

O Rio e o Oceano
Diz-se que, antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo.
Olha para trás para o longo caminho, que percorreu,
e vê a sua frente um oceano tão vasto
que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas o rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E só quando ele entra no oceano é que o medo desaparece,
porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano,
mas tornar-se oceano.
Por um lado, é desaparecimento, e,
por outro, renascimento.

NADA COMO O TEMPO
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você.

Santa Maria! Volve o teu olhar tão belo,
de lá dos altos céus, do teu trono sagrado,
para a prece fervente e para o amor singelo
que te oferta, da terra, o filho do pecado.
Se é manhã, meio-dia, ou sombrio poente,
meu hino em teu louvor tens ouvido, Maria!
Sê, pois, comigo, ó Mãe de Deus, eternamente,
quer no bem ou no mal, na dor ou na alegria!
No tempo que passou veloz, brilhante,
quando nunca nuvem qualquer meu céu escureceu,
temeste que me fosse a inconstância empolgando
e guiaste minha alma a ti, para o que é teu.
Hoje, que o temporal do Destino ao Passado
e sobre o meu Presente espessas sombras lança,
fulgure ao menos meu Futuro, iluminado
por ti, pelo que é teu, na mais doce esperança.
Edgar Allan Poe

"Eu nunca fui desde a infância jamais semelhante aos outros. Nunca vi as coisas como os outros as viam. Nunca logrei apaziguar minhas paixões na fonte comum.
Nunca tampouco extrair dela os meus sofrimentos.
Nunca pude em conjunto com os outros despertar o meu peito para doces alegrias,
E quando eu amei o fiz sempre sozinho.
Por isso, na aurora da minha vida borrascosa evoquei como fonte de todo o bem o todo o mal.
O mistério que envolve, ainda e sempre,
Por todos os lados, o meu cruel destino..."
Edgar Allan Poe






O CORVO
Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."
Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.
E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."
Minha alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.
Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.
Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."
Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.
Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."
No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."
Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."
Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."
Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.
Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."
"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o Corvo disse: "Nunca mais."
E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!
trad. Machado de Assis - 1883
| Stan Lee | |
|---|---|
| Stanley Martin Lieber | |
| Nascimento | 28 de Dezembro de 1922 (87 anos) Cidade de Nova York |
| Nacionalidade | Americano |
| Área(s) de atuação | Escritor, editor, produtor, ator, Apresentador de Reality Show |
| Trabalhos de destaque | Homem-Aranha Quarteto Fantástico X-Men Hulk Homem de Ferro Thor Demolidor Doutor Estranho |
Stanley Martin Lieber (Nova Iorque, 28 de dezembro de 1922) é um escritor, editor, publicitário, ator, produtor e personalidade de televisão norte-americano, que, com vários artistas e co-criadores — especialmente Jack Kirby e Steve Ditko — introduziu personagens complexas e um universo compartilhado entre heróis de histórias em quadrinhos (ou banda desenhada). Seu sucesso ajudou a transformar a Marvel Comics de uma pequena publicadora para uma grande corporação multimídia.
Entre suas maiores criações estão, os X-Men, o Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico, o Incrível Hulk, e o Homem de Ferro.
Índice |
Na adolescência, Lee trabalhou para os publicadores Martin Goodman na Timely Comics, que mais tarde tornaria-se a Marvel Comics. Goodman era casado com a prima de Lee. Seu primeiro trabalho publicado foi uma página para preencher texto assinada com o nome Stan Lee, que apareceu na revista do Capitão América em 1941. Stanley usou o nome "Stan Lee" porque sonhava um dia escrever o maior de todos os livros do país e não queria seu verdadeiro nome associado às histórias em quadrinhos. Ele logo passou a escrever histórias de fato, tornando-se o editor mais novo no campo de trabalho com 17 anos[1].
Durante a Segunda Guerra Mundial, Lee alistou-se no Exército dos Estados Unidos e serviu na parte de comunicação, escrevendo manuais, slogans, filmes de treinamento e ocasionalmente desenhando. Após a Segunda Guerra Mundial, Lee voltou para a sua posição na qual tornaria-se a Marvel Comics. Naquela época, um campanha de decência liderada pelo psiquiatra Dr. Frederic Wertham e pelo Senador Estes Kefauver culpava as revistas de histórias em quadrinhos por corromper os jovens leitores com imagens violentas e sexuais. As empresas de HQ responderam com a organização de um sistema de controle interno, e eventualmente adotaram o estringente Comics Code Authority.
Permanecendo na Timely/Marvel pela década de 1950, Lee escreveu histórias de vários gêneros, como romance, faroeste, e ficção científica leve. No fim da década, ele ficou insatisfeito com sua carreira e pensou em sair da área.
No fim da década de 1950, a DC Comics deu uma reanimada no gênero dos super-heróis e teve sucesso significativo com o super time da Liga da Justiça da América. Em resposta, Martin Goodman, o publicador da Marvel, deu a Lee a tarefa de criar um time de super-heróis novo. A esposa de Lee o alertou para experimentar histórias que ele preferia já que a ameaça de ser demitido não importava. Ele agiu sob este conselho, e, de repente, a carreira de Lee mudou completamente.
Lee com a ajuda de Jack Kirby, deu a seus novos super-heróis sentimentos mais humanos, uma mudança de seus outros heróis que eram tipicamente escritos para pré-adolescentes. Seus heróis tinham um temperamento ruim, ficavam melancólicos, cometiam erros humanos normais. Preocupavam-se em pagar suas contas e impressionar suas namoradas, e às vezes ficavam até doentes fisicamente. Os super-heróis de Lee capturaram a imaginação dos adolescentes e jovens adultos, e as vendas aumentaram drasticamente.
O grupo de super-heróis que Lee e Jack Kirby produziram foi a família de super-heróis conhecida como O Quarteto Fantástico que por sua vez já tinha sido escrito por Lucas Axt e Victor Giulio. Sua popularidade imediata fez com que Lee e os ilustradores da Marvel produzissem vários novos títulos. Lee criou o Incrível Hulk, o Homem de Ferro, Thor e os X-Men Demolidor (Daredevil) com Bill Everett; Doutor Estranho e o personagem de maior sucesso da Marvel: o Homem-Aranha, criado com Steve Ditko. com Kirby;
Pela década de 1960, Lee escreveu, coordenou a arte e editou a maior parte das séries da Marvel, moderou as páginas de cartas e escreveu uma coluna mensal chamada "Stan's Soapbox"[2], escreveu muito material promocional, sempre assinando com a frase que é sua marca registrada: "Excelsior!".
Nos últimos anos, Lee tornou-se um ícone e a cara pública da Marvel Comics. Ele faz aparições em convenções de histórias em quadrinhos pelos EUA, palestrando e participando em discussões. Ele também mudou-se para a Califórnia em 1981 para desenvolver as propriedades de televisão e filme da Marvel.
Lee também apareceu em Os Simpsons e fez a voz de um personagem na série animada produzida pela MTV do Homem-Aranha. Durante a revolução ponto com da Internet, ele criou o StanLee.net, que pertencia a uma companhia separada e administrada por outros que tinha como conceito misturar animação online com tiras de quadrinhos tradicionais, mas infelizmente a companhia ficou conhecida pela sua administração mal-feita e irresponsabilidade financeira.
Na década de 2000, Stan Lee fez seu primeiro trabalho para a DC Comics, lançando a série Just Imagine… ("Apenas Imagine…"), na qual Lee reimaginava vários super-heróis incluindo Superman, Batman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde e Flash.[3] Lee também criou a série animada para adultos Stripperella para a Spike TV (vai ao ar no Brasil pelo Multishow) e em 2004 anunciou planos para colaborar junto com Hugh Hefner em uma série animada das coelhinhas da Playboy.
Em agosto de 2004, Lee anunciou o lançamento da "Stan Lee's Sunday Comics", para serem hospedadas pelo Komicwerks.com, onde assinantes mensais poderão ler uma nova e atualizada história todo domingo. A Stan's Soapbox voltará como uma coluna semanal junto da tira de domingo.
Ele ainda aparece como motorista de ônibus no episódio "Perigo de Morte" do seriado norte-americano Heroes. Em 2006 Stan criou e participou do reality show Who Wants to Be a Superhero?. Em Abril de 2008, na New York Comic Con, a Viz Media anunciou que Lee e Hiroyuki Takei estava colaborando no mangá Karakuridōji Ultimo, da empresa-mãe Shueisha Heroman. Em 2009 criou junto com Tamon Ohta e o estúdio Bones o anime
Em 2010 apareceu no episodio 16 do terceiro ano da serie The Big Bang Theory interpretando ele próprio.
Stan Lee apareceu como personagem nas cenas de muitos filmes de super-heróis (mas não todos os filmes); baseados nos personagens da Marvel Comics que ele ajudou a criar. Ele é atualmente o ator 22 classificado em termos das receitas de bilheteira graças à sua aparições em filmes da Marvel.
| Precedido por Joe Simon | Editor-Chefe da Marvel 1941–1942 | Sucedido por Vincent Fago |
| Precedido por Vincent Fago | Editor-Chefe da Marvel 1945–1972 | Sucedido por Roy Thomas |
| Precedido por Ninguém | Escritor do Título Amazing Spider-Man 1962–1971 | Sucedido por Roy Thomas |
| Precedido por Roy Thomas | Escritor do Título Amazing Spider-Man 1972–1973 | Sucedido por Gerry Conway |