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quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Black Sabbath: quarteto estaria planejando reunião e álbum



http://whiplash.net/materias/news_855/123024-blacksabbath.html

Traduzido por Lucas Steinmetz Moita | Em 25/01/11 | Fonte: Brave Words

Aparentemente, OZZY OSBOURNE teria declarado, em entrevista à rede de rádio ABC, que ele, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward estão em "processo de conversação" sobre uma reunião e até mesmo um novo álbum do BLACK SABBATH.

Mas o madman deixa claro que nada está completamente definido ainda, em parte pela pressão que isso irá causar aos quatro músicos. Ele teria declarado: "o problema que nós temos é o caso de fazer um álbum que não seja nada melhor do que o que já fizemos, isto se tornará um grande anti-clímax".

Fonte desta matéria (em inglês): Brave Words

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Rage Against The Machine - Revolution In The Head And The Art Of Protest

Mãe


Mãe é o amigo mais verdadeiro que temos quando a dificuldade dura e repentinamente cai sobre nós; quando a adversidade toma o lugar da prosperidade; quando os amigos que se alegram conosco nos bons momentos nos abandonam; quando os problemas complicam-se ao nosso redor, ela ainda estará junto de nós, e se esforçará através de seus doces preceitos e conselhos para dissipar as nuvens de escuridão, e fazer com que a paz volte aos nossos corações.

Washington Irving (3 de abril de 1783 - 28 de novembro de 1859), escritor americano.



Biografia Zíbia Gasparetto

Zíbia Gasparetto, empresária e escritora espiritualista paulista. Iniciou sues escritos mediúnicos depois de um estudo que vazia com seu marido e sentiu uma dor forte no cotovelo, fazendo com que sua mão nao parasse de tremer, ocasião em que seu marido lhe deu lápis e papel e desse modo escreveu seu primeiro romance, O Amor Venceu.

Suas obras publicadas são: O Amor Venceu, O Morro das Ilusões, Bate-papo com o Além, Entre o Amor e a Guerra, O Matuto, Esmeralda, O Mundo Em Que Eu Vivo, Pedaçõs do Cotidiano, Laços Eternos, O Fio do Destino, Voltas Que A Vida Dá, Espinhos Do Tempo, Quando A Vida Escolhe, Somos Todos Inocentes, Pelas Portas do Coração, A Verdade de Cada Um, Sem Medo de Viver, Conversando Contigo, Pare de Sofrer, O Advogado de Deus, Quando Chega A Hora, Ningém é de Ninguém, Quando é Preciso Voltar, Tudo Tem Seu Preço, Tudo Valeu à Pena, Um Amor de Verdade, Nada é Por Acaso, O Amanhã A Deus Pertence, O Reporter de Outro Mundo, Onde Está Tereza?, Vencendo o Passado, Eles Continuam Entre Nós, Se Abrindo Para A Vida.

"A morte é só uma mudança de estado. Depois dela, passamos a viver em outra dimensão"


A vida precisa ser renovada. A morte é a mudança que estabelece a renovação. Quando alguém parte, muitas coisas se modificam na estrutura dos que ficam e, sendo uma lei natural, ela é sempre um bem, muito embora as pessoas não queiram aceitar isso. Nada é mais inútil e machuca mais do que a revolta. Lembre-se de que nós não temos nenhum poder sobre a vida ou a morte. Ela é irremediável.
O inconformismo, a lamentação, a evocação reiterada de quem se foi, a tristeza e a dor podem alcançar a alma de quem partiu e dificultar-lhe a adaptação na nova vida. Ele também sente a sensação da perda, a necessidade de seguir adiante, mas não consegue devido aos pensamentos dos que ficaram, a sua tristeza e a sua dor.
Se ele não consegue vencer esse momento difícil, volta ao lar que deixou e fica ali, misturando as lágrimas, sem forças para seguir adiante, numa simbiose que aumenta a infelicidade de todos.
Pense nisso. Por mais que esteja sofrendo a separação, se alguém que você ama já partiu, libere-o agora. Recolha-se a um lugar tranqüilo, visualize essa pessoa em sua frente, abrace-a, diga-lhe tudo que seu coração sente. Fale do quanto a ama e do bem que lhe deseja. Despeça-se dela com alegria, e quando recorda-la, veja-a feliz e refeita.
A morte não é o fim. A separação é temporária. Deixe-a seguir adiante e permita-se viver em paz.

"A morte é só uma mudança de estado.
Depois dela, passamos a viver em outra dimensão"

Zíbia Gasparetto

Amor


Viver uma verdadeira experiência amorosa é um dos maiores prazeres da vida. Gostar é sentir com a alma, mas expressar os sentimentos depende das idéias de cada um. Condicionamos o amor às nossas necessidades neuróticas e acabamos com ele. Vivemos uma vida tentando fazer com que os outros se responsabilizem pelas nossas necessidades enquanto nós nos abandonamos irresponsavelmente.

Queremos ser amados e não nos amamos, queremos ser compreendidos e não nos compreendemos, queremos o apoio dos outros e damos o nosso a eles. Quando nos abandonamos, queremos achar alguém que venha a preencher o buraco que nós cavamos. A insatisfação, o vazio interior se transformam na busca contínua de novos relacionamentos, cujos resultados frustrantes se repetirão.

Cada um é o único responsável pelas suas próprias necessidades. Só quem se ama pode encontrar em sua vida Um Amor de Verdade.

Zíbia Gasparetto

Crianças

Crianças


A criança é alegria como o raio de sol e estímulo como a esperança.

Coelho Neto

Reflexão


Continuo achando graça nas coisas, gostando cada vez mais das pessoas, curiosa sobre tudo, imune ao vinagre, às amarguras, aos rancores.


Zélia Gattai

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Dissent of Man - Bad Religion

Fonte: http://whiplash.net/materias/cds/117471-badreligion.html

Por Leonardo S. Dias | Em 24/10/10

Foram três anos de espera desde o último disco de estúdio, “New Maps of Hell”. Além disso, as comemorações dos 30 anos de banda, com lançamento de um disco ao vivo disponibilizado gratuitamente na Internet, shows seguidos na Califórnia e o lançamento de dois livros do vocalista Greg Graffin, deixaram os fãs ainda mais ansiosos pelo novo de inéditas do Bad Religion.

Imagem
Talvez por isso mesmo, quando o dito cujo, intitulado “The Dissent of Man”, viu a luz do dia no último 28 de setembro, as primeiras opiniões nos fóruns da Internet foram muitos apaixonadas: ou odiava-se ou amava-se! Sem chance para meio-termo.

Confesso que na minha primeira audição também tive essa reação emotiva e achava que o disco era muito pop, com muita influência do classic rock americano (conforme o próprio guitarrista e compositor Brett Gurewitz avisou em entrevistas) e que não era aquele Bad Religion punk que eu me acostumei com discos clássicos como “No Control” e “Stranger Than Fiction”. E não é mesmo!

Eu mesmo odeio dizer isso, mas, para desespero dos fãs xiitas, o Bad Religion, de fato, amadureceu! Mas esse amadurecimento, contrariando qualquer máxima do mundo do Rock, foi muito benéfico. Agora, além de canções punks ainda mais elaboradas, com letras ainda mais contestadoras e provocativas (confira a de “The Resist Stance”), eles nos brindam com belíssimas músicas de Classic Rock, construídas sob levadas power-pop de quatro acordes e com letras que falam de sentimentos. Epa! Calma aí! Sentimentos?! Sim, sentimentos! Porém sem qualquer pieguice que possa te lembrar aquela modinha sentimental que todos repugnamos e que eu prefiro nem escrever o nome aqui, mas sim com aquela abordagem de músicas já consagradas do repertório da banda, como “Infected”.

“Wow, uma nova ‘Infected’?!” Não! Desculpe, mas acho que essa é a única falha desse “Dissent of Man”: ainda não encontrei aquela música que pode ser chamada de “clássica”, aquela que, quando tocada nos shows, causa aquele frenesi coletivo, como a citada no início da frase.

Mesmo assim, “The Dissent of Man” não é um álbum fraco. Muito pelo contrário. É um dos mais ricos da discografia do BR, devido à variedade de composições. Aliás, nunca se pôde perceber tanto as diferenças de composição entre Greg Graffin e Brett Gurewitz como nesse play. Conhecendo um pouquinho a banda, você sabe exatamente que as músicas com menos acordes, com aquele acento Classic Rock, e com letras menos complexas, porém ainda sim muito inspiradas, são feitas pelo Mr. Brett. Escute “Cyanide”, com solos cheios de slides country, a não tão nova “Won’t Somebody”, o primeiro single “The Devil in Stiches” e a baladinha pop que fecha o disco “I Won’t Say Anything” e você verá o quão “classudo” um punk empresário de gravadora (ele é dono da Epitaph, que lançou o disco) pode ser ao criar músicas agradáveis de ouvir e assobiar. “Turn Your Back On Me” também é destaque e perfeita para relaxar em um sábado à tarde.

Já aquelas mais punks, mais elaboradas, com riffs cortantes e letras com muitas palavras em cada frase cantadas bem rápido são cortesia de Dr. Graffin. Confira o hardcore de abertura “The Day The Earth Stalled” com seus belos coros, a convocação pra guerra de “The Resist Stance”, as tradicionalmente Bad Religion “Pride And The Pallor” e “Meeting of The Minds”, “Ad Hominem” com seu riff que remete a “Watch It Die”, do disco “Recipe For Hate”, e a melhor de todas, “Someone To Believe”, com seu riff ramônico a la “Beat On The Brat” e seus empolgantes coros de “Go! Go! Go!” antes do refrão.

Individualmente, há três destaques no disco. Greg Graffin continua cantando como nunca e, apresenta aqui, um tom ainda mais alto de voz. O batera Brooks Wackerman, pra mim, sempre foi “areia demais” pro caminhão do BR. Ele toca tanto que poderia integrar qualquer banda de Thrash Metal facilmente. Aliás, ele já integra uma, chamada The Innocent. O trabalho dele é sempre destaque, seja ao vivo ou no estúdio. E Brian Baker, guitarrista que era baixista no Minor Threat, além de gravar todas as bases do disco, debulha em solos inspiradíssimos, até com influências de outros estilos (como o já citado country), mostrando que punks também podem tocar muito bem, sim senhor!

Em suma, o Bad Religion comemorou seu trigésimo aniversário com muita classe e estilo com “The Dissent of Man”, o 15º álbum de sua discografia, porém, ainda segue devendo um novo clássico do Punk melódico, como “Recipe For Hate”, “Stranger Than Fiction” e “The Gray Race”, discos que tornaram a banda um ícone do estilo nos anos 90.

Tracklisting:
1) The Day The Earth Stalled (Greg Graffin)
2) Only Rain (Brett Gurewitz)
3) The Resist Stance (Greg Graffin)
4) Won’t Somebody (Brett Gurewitz)
5) The Devil In Stitches (Brett Gurewitz)
6) Pride and the Palor (Greg Graffin)
7) Wrong Way Kids (Brett Gurewitz)
8) Meeting of the Minds (Greg Graffin)
9) Someone To Believe (Greg Graffin)
10) Avalon (Greg Graffin)
11) Cyanide (Brett Gurewitz)
12) Turn Your Back On Me (Brett Gurewitz)
13) Ad Hominem (Greg Graffin)
14) Where The Fun Is (Brett Gurewitz)
15) I Won’t Say Anything (Brett Gurewitz)

Raimundos: reality show na Multishow e gravação de DVD

http://whiplash.net/materias/news_857/117894-raimundos.html

Postado por André Nascimento | Em 02/11/10 | Fonte: Multishow

Os RAIMUNDOS já estão ensaiando para a gravação de seu segundo DVD, que se chamará "Roda Viva" e será registrado durante um show da banda no Kazebre, em São Paulo, dia 18 de dezembro.

A novidade é que o canal pago Multishow está fazendo um reality show com a banda e está acompanhado os ensaios para a gravação do DVD e a rotina da banda em seu dia a dia até o dia do show da gravação de DVD - o primeiro vídeo já está no ar.

http://multishow.globo.com/DVD-Raimundos-Roda-Viva/Videos/_1365541.shtml

O lançamento do DVD está previsto para 2011 e será exibido pelo Multishow.

Fonte desta matéria: Multishow


Punk Rock Rat

Ramones: CJ Ramone ataca o movimento emo

http://whiplash.net/materias/news_858/116829-ramones.html

Por Nacho Belgrande | Em 13/10/10 | Fonte: youtube

O programa [por enquanto restrito à internet] LoCaos Rock Show, produzido por uma equipe paulista, e que já tinha veiculado Paul Di'Anno mandando um recado ao grupo de 'rock' Restart, disponibilizou via Youtube uma vinheta promocional de seu primeiro piloto, que deve ser levado ao ar na íntegra em breve. Entre os destaques do programa, estão declarações igualmente inflamadas de CJ Ramone e novos trechos da entrevista com o ex-vocalista do Iron Maiden, tudo isso permeado por muita zoação ao cenário atual do 'rock' nacional.

O vídeo pode ser conferido no link abaixo.

Fonte desta matéria: youtube

Contra baixo Fender Marcus Miller Jazz Bass


Sonho de consumo, só R$ 12000,00 ( o brinquedinho caro )....

Talvez...


"Talvez amanhã quando você sonhar em me querer eu já tenha encontrado quem me queira. Quem sabe quando você lembrar que eu existo, eu já tenha desaparecido do seu alcance. E por caso se um dia você quiser me amar, eu transforme esse amor em amizade. Porque chega uma hora em que você cansa. Cansa de se preocupar, cansa de tentar agradar, cansa de fazer tudo certo, de ser bonzinho e politicamente correto".

Reflexão



O Rio e o Oceano

Diz-se que, antes de um rio cair no oceano, ele treme de medo.
Olha para trás para o longo caminho, que percorreu,
e vê a sua frente um oceano tão vasto
que entrar nele nada mais é do que desaparecer para sempre.
Mas o rio não pode voltar.
Ninguém pode voltar.
Voltar é impossível na existência.
Você pode apenas ir em frente.
O rio precisa se arriscar e entrar no oceano.
E só quando ele entra no oceano é que o medo desaparece,
porque apenas então o rio saberá que não se trata de desaparecer no oceano,
mas tornar-se oceano.
Por um lado, é desaparecimento, e,
por outro, renascimento.

Reflexão


NADA COMO O TEMPO

Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.

Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.

Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.

O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.

No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você.

Edgar Allan Poe


Santa Maria! Volve o teu olhar tão belo,
de lá dos altos céus, do teu trono sagrado,
para a prece fervente e para o amor singelo
que te oferta, da terra, o filho do pecado.

Se é manhã, meio-dia, ou sombrio poente,
meu hino em teu louvor tens ouvido, Maria!
Sê, pois, comigo, ó Mãe de Deus, eternamente,
quer no bem ou no mal, na dor ou na alegria!

No tempo que passou veloz, brilhante,
quando nunca nuvem qualquer meu céu escureceu,
temeste que me fosse a inconstância empolgando
e guiaste minha alma a ti, para o que é teu.

Hoje, que o temporal do Destino ao Passado
e sobre o meu Presente espessas sombras lança,
fulgure ao menos meu Futuro, iluminado
por ti, pelo que é teu, na mais doce esperança.

Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe


"Eu nunca fui desde a infância jamais semelhante aos outros. Nunca vi as coisas como os outros as viam. Nunca logrei apaziguar minhas paixões na fonte comum.
Nunca tampouco extrair dela os meus sofrimentos.
Nunca pude em conjunto com os outros despertar o meu peito para doces alegrias,
E quando eu amei o fiz sempre sozinho.
Por isso, na aurora da minha vida borrascosa evoquei como fonte de todo o bem o todo o mal.
O mistério que envolve, ainda e sempre,
Por todos os lados, o meu cruel destino..."

Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe



Annabel Lee

Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar.
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor --
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.

Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe







O CORVO

Em certo dia, à hora, à hora
Da meia-noite que apavora,
Eu caindo de sono e exausto de fadiga,
Ao pé de muita lauda antiga,
De uma velha doutrina, agora morta,
Ia pensando, quando ouvi à porta
Do meu quarto um soar devagarinho
E disse estas palavras tais:
"É alguém que me bate à porta de mansinho;
Há de ser isso e nada mais."

Ah! bem me lembro! bem me lembro!
Era no glacial dezembro;
Cada brasa do lar sobre o chão refletia
A sua última agonia.
Eu, ansioso pelo sol, buscava
Sacar daqueles livros que estudava
Repouso (em vão!) à dor esmagadora
Destas saudades imortais
Pela que ora nos céus anjos chamam Lenora,
E que ninguém chamará jamais.

E o rumor triste, vago, brando,
Das cortinas ia acordando
Dentro em meu coração um rumor não sabido
Nunca por ele padecido.
Enfim, por aplacá-lo aqui no peito,
Levantei-me de pronto e: "Com efeito
(Disse) é visita amiga e retardada
Que bate a estas horas tais.
É visita que pede à minha porta entrada:
Há de ser isso e nada mais."

Minha alma então sentiu-se forte;
Não mais vacilo e desta sorte
Falo: "Imploro de vós - ou senhor ou senhora -
Me desculpeis tanta demora.
Mas como eu, precisando de descanso,
Já cochilava, e tão de manso e manso
Batestes, não fui logo prestemente,
Certificar-me que aí estais."
Disse: a porta escancaro, acho a noite somente,
Somente a noite, e nada mais.

Com longo olhar escruto a sombra,
Que me amedronta, que me assombra,
E sonho o que nenhum mortal há já sonhado,
Mas o silêncio amplo e calado,
Calado fica; a quietação quieta:
Só tu, palavra única e dileta,
Lenora, tu como um suspiro escasso,
Da minha triste boca sais;
E o eco, que te ouviu, murmurou-te no espaço;
Foi isso apenas, nada mais.

Entro co'a alma incendiada.
Logo depois outra pancada
Soa um pouco mais tarde; eu, voltando-me a ela:
"Seguramente, há na janela
Alguma coisa que sussurra. Abramos.
Ela, fora o temor, eia, vejamos
A explicação do caso misterioso
Dessas duas pancadas tais.
Devolvamos a paz ao coração medroso.
Obra do vento e nada mais."

Abro a janela e, de repente,
Vejo tumultuosamente
Um nobre Corvo entrar, digno de antigos dias.
Não despendeu em cortesias
Um minuto, um instante. Tinha o aspecto
De um lord ou de uma lady. E pronto e reto
Movendo no ar as suas negras alas.
Acima voa dos portais,
Trepa, no alto da porta, em um busto de Palas;
Trepado fica, e nada mais.

Diante da ave feia e escura,
Naquela rígida postura,
Com o gesto severo - o triste pensamento
Sorriu-me ali por um momento,
E eu disse: "Ó tu que das noturnas plagas
Vens, embora a cabeça nua tragas,
Sem topete, não és ave medrosa,
Dize os teus nomes senhoriais:
Como te chamas tu na grande noite umbrosa?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

Vendo que o pássaro entendia
A pergunta que lhe eu fazia,
Fico atônito, embora a resposta que dera
Dificilmente lha entendera.
Na verdade, jamais homem há visto
Coisa na terra semelhante a isto:
Uma ave negra, friamente posta,
Num busto, acima dos portais,
Ouvir uma pergunta e dizer em resposta
Que este é o seu nome: "Nunca mais."

No entanto, o Corvo solitário
Não teve outro vocabulário,
Como se essa palavra escassa que ali disse
Toda sua alma resumisse.
Nenhuma outra proferiu, nenhuma,
Não chegou a mexer uma só pluma,
Até que eu murmurei: "Perdi outrora
Tantos amigos tão leais!
Perderei também este em regressando a aurora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

Estremeço. A resposta ouvida
É tão exata! é tão cabida!
"Certamente, digo eu, essa é toda a ciência
Que ele trouxe da convivência
De algum mestre infeliz e acabrunhado
Que o implacável destino há castigado
Tão tenaz, tão sem pausa, nem fadiga,
Que dos seus cantos usuais
Só lhe ficou, na amarga e última cantiga,
Esse estribilho: "Nunca mais."

Segunda vez, nesse momento,
Sorriu-me o triste pensamento;
Vou sentar-me defronte ao Corvo magro e rudo;
E mergulhando no veludo
Da poltrona que eu mesmo ali trouxera
Achar procuro a lúgubre quimera.
A alma, o sentido, o pávido segredo
Daquelas sílabas fatais,
Entender o que quis dizer a ave do medo
Grasnando a frase: "Nunca mais."

Assim, posto, devaneando,
Meditando, conjecturando,
Não lhe falava mais; mas se lhe não falava,
Sentia o olhar que me abrasava,
Conjecturando fui, tranqüilo, a gosto,
Com a cabeça no macio encosto,
Onde os raios da lâmpada caiam,
Onde as tranças angelicais
De outra cabeça outrora ali se desparziam,
E agora não se esparzem mais.

Supus então que o ar, mais denso,
Todo se enchia de um incenso.
Obra de serafins que, pelo chão roçando
Do quarto, estavam meneando
Um ligeiro turíbulo invisível;
E eu exclamei então: "Um Deus sensível
Manda repouso à dor que te devora
Destas saudades imortais.
Eia, esquece, eia, olvida essa extinta Lenora."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta: Ou venhas tu do inferno
Onde reside o mal eterno,
Ou simplesmente náufrago escapado
Venhas do temporal que te há lançado
Nesta casa onde o Horror, o Horror profundo
Tem os seus lares triunfais,
Dize-me: "Existe acaso um bálsamo no mundo?"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Profeta, ou o que quer que sejas!
Ave ou demônio que negrejas!
Profeta sempre, escuta, atende, escuta, atende!
Por esse céu que além se estende,
Pelo Deus que ambos adoramos, fala,
Dize a esta alma se é dado inda escutá-la
No Éden celeste a virgem que ela chora
Nestes retiros sepulcrais.
Essa que ora nos céus anjos chamam Lenora!"
E o Corvo disse: "Nunca mais."

"Ave ou demônio que negrejas!
Profeta, ou o que quer que sejas!
Cessa, ai, cessa!, clamei, levantando-me, cessa!
Regressa ao temporal, regressa
À tua noite, deixa-me comigo.
Vai-te, não fica no meu casto abrigo
Pluma que lembre essa mentira tua,
Tira-me ao peito essas fatais
Garras que abrindo vão a minha dor já crua."
E o Corvo disse: "Nunca mais."

E o Corvo aí fica; ei-lo trepado
No branco mármore lavrado
Da antiga Palas; ei-lo imutável, ferrenho.
Parece, ao ver-lhe o duro cenho,
Um demônio sonhando. A luz caída
Do lampião sobre a ave aborrecida
No chão espraia a triste sombra; e fora
Daquelas linhas funerais
Que flutuam no chão, a minha alma que chora
Não sai mais, nunca, nunca mais!

trad. Machado de Assis - 1883

Edgar Allan Poe (1809 - 1849) foi escritor, romancista, poeta, crítico literário e editor americano.


“Quem me segue não anda nas trevas”,(Jo 8,12).

Imitação de Cristo

“Quem me segue não anda nas trevas”, diz o senhor (Jo 8,12).
São estas palavras de Cristo que nos exortam a
imitarmos sua vida e costumes, se verdadeiramente quisermos
ser iluminados e livres de toda cegueira de coração.
Seja, pois, nosso principal empenho meditar sobre a
Vida de Jesus Cristo.
A doutrina de Cristo excede todas as doutrinas dos santos
E quem tiver seu espírito há de encontrar o maná nela escondido.
Acontece, porem, que muitos, apesar de ouvir amiúde o evangelho,
Pouco fervor experimentam, porque não possuem o espírito de Cristo.
Quem quiser, pois, compreender e saborear toda a plenitude
Das palavras de cristo deve esforçar-se em conformar com ele
Toda a própria vida.


Imitação de Cristo
Tomas de Kempis

Breve bio do Social Distortion

BIO
“If you don’t have roots, you don’t have shit”

Formado em 1979 em Fullerton, cidade que compõe o cinturão da laranja nos arredores de Los Angeles, o Social Distortion pertence a uma geração de desbravadores do punk americano.
Ao lado de contemporâneos como X, Germs, Black Flag e Agent Orange, o grupo ajudou a fundar os alicerces do que seria a cena punk da Califórnia. Esse importante período da história foi registrado pelos documentaristas Adam Small e Peter Stuart no aclamado “Another State of Mind”, filme que mostra a aventura de Social Distortion e Youth Brigade a bordo de um velho ônibus escolar, numa excursão que durou seis semanas e percorreu 16 mil quilômetros.
O documentário, que foi recentemente lançado em DVD e teve uma sessão especial no último Festival de Cinema de Los Angeles, captou história em movimento e o despertar de duas bandas que se tornariam célebres no underground americano. Só que, ao contrário dos irmãos Stern, do Youth Brigade, o Social Distortion não criou raízes na cena punk e acabou percorrendo um caminho diverso.
Depois de alguns compactos e dos LPs Mommy’s Little Monster e Prison Bound, o quarteto de Orange County assinou contrato com a Epic, braço da Sony Music, para a qual gravaria três álbuns e acumularia discos de ouro e a admiração de artistas como Neil Young, Johnny Cash e Bruce Springsteen. Essa carreira peculiar, que nasceu no punk e extrapolou suas fronteiras e convenções, foi arquitetada por Mike Ness sem calcular riscos ou potencial comercial.
“Alguns desses punks puristas acham que ainda é 1976, mas nunca vai acontecer de novo. Pra mim isso é como não crescer nunca. Quando tinha 17 anos eu era punk, mas agora não sei. Meu visual e minha atitude estão diferentes, sou um homem”, declarou Ness à RP, em 1999. A evolução musical do Social Distortion não renegou o passado, mas trouxe consigo composições mais elaboradas, novas referências e letras bem mais maduras. Muito antes de se falar em alt country, Mike Ness já alardeava seu DNA musical: Hank Williams Senior, Clash, Ramones, Johnny Cash e Rolling Stones. Essa reverência às raízes da música americana, envenenada pelo punk safra ’77, resultou em discos que estão envelhecendo muitíssimo bem, como Social Distortion, de 1990, e Somewhere Between Heaven and Hell, de 1992.
Esses e outros álbuns, como Prison Bound, de 1988, e o já citado White Light, trazem o sabor do autêntico rock’n’roll americano e letras escritas por um autor que se inspira em sua própria vida para ilustrar a história dos perdedores e desafortunados. Filho de pai alcoólatra, Ness expressa seu comportamento anti-social desde as primeiras canções e durante a segunda metade dos 80’s, enfrentou de detenções a um pesado tratamento contra dependência química. “Artistas sempre precisam ter conflitos internos e externos. Não sei se sou uma pessoa à margem da sociedade, mas nunca fui muito social”, afirmou Mike na mesma entrevista.
O conjunto da obra e os 25 anos de integridade renderam ao Social D – como é chamado pelos fãs – as honrarias e o respeito de uma autêntica instituição do rock’n’roll. Com credibilidade de veteranos, Mike e seus comparsas também foram responsáveis por criar, de tabela, uma subcultura que serviu de inspiração para dezenas de outras bandas bem sucedidas, seja no meio independente ou no mainstream. Essa tal “subcultura” não se limita ao punk que respira country, blues e rockabilly, e estende-se por um imaginário permeado de pin ups, carrões, jogos de azar e bad boys à Marlon Brando; além de uma obsessão por tatuagens e indumentária retrô. Ness tornou-se, assim, a personificação do cool. Seu passado de pioneiro punk é uma credencial que legitima toda sua obra posterior, que inclui baladas sobre solidão e miséria espiritual, regravações de canções perdidas dos 50’s – como “King of Fools”, “Ring of Fire” e “Making Believe” – e dois discos solo em que declara sua adoração pela música country americana.

Mike Ness solo

Livre do contrato com a Epic em 1997, o Social Distortion mudou seu ritmo de produção e retornou ao selo que reeditara seus primeiros trabalhos: Time Bomb Recordings. Depois de um esfuziante disco ao vivo, Live at the Roxy, de 1998, Ness deu um descanso ao grupo e lançou, num só ano (1999), dois trabalhos solo: Cheating at Solitaire e Under the Influences. O primeiro deles é uma pequena obra-prima recheada de belíssimas composições próprias que passeiam pelo country, bluegrass, folk e rockabilly – sempre com uma coração punk rocker – além de algumas releituras para canções de Bob Dylan (“Don’t Think Twice”), Hank Williams (“You Win Again”) e outros. Cheating at Solitaire traz ainda dois ótimos duetos: “Misery Loves Company”, com Bruce Springsteen, e “Crime Don’t Pay”, com Brian Setzer.
Mike Ness demonstra nesse álbum uma tremenda desenvoltura como cantor e compositor, e também a pretensão de investir em arranjos consideravelmente mais elaborados, lançando mão de instrumentos que não costumávamos ouvir no Social D: sax tenor, teclados, percussão, slide guitars, bandolim, contrabaixo acústico e muitos outros. Entre o time de músicos, há convidados como Billy Zoom, do X, e Josh Freese, o virtuoso baterista dos Vandals. Alguns meses depois de Cheating at Solitaire, a Time Bomb soltaria na praça outro trabalho solo de Ness: o álbum de covers Under the Influences.
Dessa vez, o líder do Social Distortion vai ainda mais fundo em sua viagem pela música americana, regravando clássicos de Johnny Cash, Sonny Curtis, Hank Williams, Carl Perkins e muitos mais. Depois de uma turnê em teatros e casas de blues tradicionais, Mike confessou que sentia falta de sua velha Les Paul e das platéias mais rockeiras. Começava então a especulação acerca do sucessor de White Light, que terminaria somente agora, com o anúncio de Sex, Love and Rock’n’Roll.

Sexo, amor & rock’n’roll

De volta ao disco após oito anos, o Social D faz uma síntese de sua carreira apostando numa produção esmerada e com potencial para tomar de assalto as rádios de todo o planeta, sem que isso signifique desviar um grau sequer de sua íntegra trajetória musical. A formação da banda traz aqui, além de Ness, o guitarrista Johnny Wickersham – ex-Youth Brigade e Cadillac Tramps –, o batera Charlie Quintana – o mesmo de Under the Influences – e o veterano baixista John Maurer.
Antes do disco chegar às lojas, porém, Maurer anunciou sua saída após 20 anos de banda. Seu substituto provisório é Matt Freeman, do Rancid, que já está na estrada participando da nova e concorrida turnê. Mas, afinal, o que o Social Distortion reservou aos fãs depois de quase uma década sem apresentar material inédito? Como de costume, há canções de forte conteúdo emocional e algumas letras autobiográficas, sendo que a mensagem agora é de amor e esperança. O título do álbum não esconde suas intenções e só mesmo uma banda com tamanha longevidade e irretocável discografia para conquistar o direito de abusar de certos clichês, como brincar com o velho chavão “sexo, drogas e rock’n’roll”.
O trabalho anterior, consideravelmente mais pessimista e amargo, se apropriava do título de um disco do Velvet Underground (White Light/White Heat, de 1968) e acrescentava a ele a escória (White Trash) tratada em várias de suas letras. Já Sex, Love and Rock’n’Roll aponta outra realidade: Mike Ness está casado, com dois filhos e livre do vício em heroína. O amor em lugar das drogas e da autodestruição é o recado de um artista de alma torturada, mas que, aos 42 anos, viu-se livre de seus demônios particulares e descobriu um contraponto para a rebeldia e a alienação adolescentes.
“Quero que meus filhos tenham o que eu não tive. Cresci num ambiente sombrio, então, me apaixonar ainda é uma novidade. Acho que você poderia me chamar de ‘emocionalmente imaturo’, mas estou aprendendo a lidar com isso”, declarou em recente entrevista ao tablóide alternativo The Blackboard. O sentimento de perda, intensificado pela morte de Dennis Danell, em 2000, também é tema recorrente no álbum. A belíssima “Reach for the Sky” fala sobre aproveitar cada segundo da vida. É uma clara reflexão sobre a inesperada morte de seu companheiro de banda e amigo de infância aos 38 anos de idade, vítima de aneurisma cerebral.
“Don’t Take Me for Granted”, por sua vez, não requer interpretações e foi declaradamente escrita em homenagem a Danell. A letra é uma das mais belas já escritas sobre a verdadeira amizade e a relação com a perda: “Sou o sangue na sua guitarra / A onda que te pegou em 1975 (…) / Então leve-me para a estrada / Leve-me para o show / Há algo no qual acreditar / Que ninguém mais conhece / Mas não me tome por certo”. Esse conceito é estendido para a capa de Sex, Love and Rock’n’Roll: a famosa Les Paul dourada de Mike Ness está no centro de um altar decorado com velas acesas e arranjos que remetem aos funerais hispânicos.
Os mais céticos, porém, podem fazer aí uma outra leitura: a foto simbolizaria o último capítulo da saga do Social Distortion. Se considerarmos os longos intervalos entre cada disco, o desgaste emocional com a morte de Danell e a saída de Maurer após 20 anos de estrada, dá para suspeitar que Sex, Love and Rock’n’Roll seja, de fato, um anunciado epitáfio. Uma frase dita por Ness há alguns anos, dá a dica: “Acho que conseguimos levar o Social Distortion até o máximo que poderíamos chegar sem deixarmos de ser o Social Distortion”. Mas o fluxo de adrenalina com o novo disco e uma turnê sold out pode seduzir o veterano rock’n’roller a manter a lenda viva.
Na mesma entrevista ao Blackboard, Mike confessou: “Me diverti tanto produzindo esse álbum e compondo com novos músicos, que (o disco) ainda nem saiu e eu já o amo. Coloquei tudo de mim nele. E em relação ao próximo, talvez possamos compor alguma coisa na estrada. Vamos excursionar, voltar para casa, descansar um pouco e então, gravar outro disco”. Que assim seja.

domingo, 26 de setembro de 2010

God save Stan Lee

Stan Lee

Stan Lee

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Stan Lee
Stanley Martin Lieber
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Nascimento 28 de Dezembro de 1922 (87 anos) Cidade de Nova York
Nacionalidade Americano

Área(s) de atuação Escritor, editor, produtor, ator, Apresentador de Reality Show
Trabalhos de destaque Homem-Aranha
Quarteto Fantástico
X-Men
Hulk
Homem de Ferro
Thor
Demolidor
Doutor Estranho


Stanley Martin Lieber (Nova Iorque, 28 de dezembro de 1922) é um escritor, editor, publicitário, ator, produtor e personalidade de televisão norte-americano, que, com vários artistas e co-criadores — especialmente Jack Kirby e Steve Ditko — introduziu personagens complexas e um universo compartilhado entre heróis de histórias em quadrinhos (ou banda desenhada). Seu sucesso ajudou a transformar a Marvel Comics de uma pequena publicadora para uma grande corporação multimídia.

Entre suas maiores criações estão, os X-Men, o Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico, o Incrível Hulk, e o Homem de Ferro.

Índice

Início da carreira

Na adolescência, Lee trabalhou para os publicadores Martin Goodman na Timely Comics, que mais tarde tornaria-se a Marvel Comics. Goodman era casado com a prima de Lee. Seu primeiro trabalho publicado foi uma página para preencher texto assinada com o nome Stan Lee, que apareceu na revista do Capitão América em 1941. Stanley usou o nome "Stan Lee" porque sonhava um dia escrever o maior de todos os livros do país e não queria seu verdadeiro nome associado às histórias em quadrinhos. Ele logo passou a escrever histórias de fato, tornando-se o editor mais novo no campo de trabalho com 17 anos[1].

Durante a Segunda Guerra Mundial, Lee alistou-se no Exército dos Estados Unidos e serviu na parte de comunicação, escrevendo manuais, slogans, filmes de treinamento e ocasionalmente desenhando. Após a Segunda Guerra Mundial, Lee voltou para a sua posição na qual tornaria-se a Marvel Comics. Naquela época, um campanha de decência liderada pelo psiquiatra Dr. Frederic Wertham e pelo Senador Estes Kefauver culpava as revistas de histórias em quadrinhos por corromper os jovens leitores com imagens violentas e sexuais. As empresas de HQ responderam com a organização de um sistema de controle interno, e eventualmente adotaram o estringente Comics Code Authority.

Permanecendo na Timely/Marvel pela década de 1950, Lee escreveu histórias de vários gêneros, como romance, faroeste, e ficção científica leve. No fim da década, ele ficou insatisfeito com sua carreira e pensou em sair da área.

Revolução da Marvel

Stan Lee em 1973

No fim da década de 1950, a DC Comics deu uma reanimada no gênero dos super-heróis e teve sucesso significativo com o super time da Liga da Justiça da América. Em resposta, Martin Goodman, o publicador da Marvel, deu a Lee a tarefa de criar um time de super-heróis novo. A esposa de Lee o alertou para experimentar histórias que ele preferia já que a ameaça de ser demitido não importava. Ele agiu sob este conselho, e, de repente, a carreira de Lee mudou completamente.

Lee com a ajuda de Jack Kirby, deu a seus novos super-heróis sentimentos mais humanos, uma mudança de seus outros heróis que eram tipicamente escritos para pré-adolescentes. Seus heróis tinham um temperamento ruim, ficavam melancólicos, cometiam erros humanos normais. Preocupavam-se em pagar suas contas e impressionar suas namoradas, e às vezes ficavam até doentes fisicamente. Os super-heróis de Lee capturaram a imaginação dos adolescentes e jovens adultos, e as vendas aumentaram drasticamente.

O grupo de super-heróis que Lee e Jack Kirby produziram foi a família de super-heróis conhecida como O Quarteto Fantástico que por sua vez já tinha sido escrito por Lucas Axt e Victor Giulio. Sua popularidade imediata fez com que Lee e os ilustradores da Marvel produzissem vários novos títulos. Lee criou o Incrível Hulk, o Homem de Ferro, Thor e os X-Men Demolidor (Daredevil) com Bill Everett; Doutor Estranho e o personagem de maior sucesso da Marvel: o Homem-Aranha, criado com Steve Ditko. com Kirby;

Pela década de 1960, Lee escreveu, coordenou a arte e editou a maior parte das séries da Marvel, moderou as páginas de cartas e escreveu uma coluna mensal chamada "Stan's Soapbox"[2], escreveu muito material promocional, sempre assinando com a frase que é sua marca registrada: "Excelsior!".

Carreira Posterior

Nos últimos anos, Lee tornou-se um ícone e a cara pública da Marvel Comics. Ele faz aparições em convenções de histórias em quadrinhos pelos EUA, palestrando e participando em discussões. Ele também mudou-se para a Califórnia em 1981 para desenvolver as propriedades de televisão e filme da Marvel.

Lee também apareceu em Os Simpsons e fez a voz de um personagem na série animada produzida pela MTV do Homem-Aranha. Durante a revolução ponto com da Internet, ele criou o StanLee.net, que pertencia a uma companhia separada e administrada por outros que tinha como conceito misturar animação online com tiras de quadrinhos tradicionais, mas infelizmente a companhia ficou conhecida pela sua administração mal-feita e irresponsabilidade financeira.

Na década de 2000, Stan Lee fez seu primeiro trabalho para a DC Comics, lançando a série Just Imagine… ("Apenas Imagine…"), na qual Lee reimaginava vários super-heróis incluindo Superman, Batman, Mulher Maravilha, Lanterna Verde e Flash.[3] Lee também criou a série animada para adultos Stripperella para a Spike TV (vai ao ar no Brasil pelo Multishow) e em 2004 anunciou planos para colaborar junto com Hugh Hefner em uma série animada das coelhinhas da Playboy.

Em agosto de 2004, Lee anunciou o lançamento da "Stan Lee's Sunday Comics", para serem hospedadas pelo Komicwerks.com, onde assinantes mensais poderão ler uma nova e atualizada história todo domingo. A Stan's Soapbox voltará como uma coluna semanal junto da tira de domingo.

Ele ainda aparece como motorista de ônibus no episódio "Perigo de Morte" do seriado norte-americano Heroes. Em 2006 Stan criou e participou do reality show Who Wants to Be a Superhero?. Em Abril de 2008, na New York Comic Con, a Viz Media anunciou que Lee e Hiroyuki Takei estava colaborando no mangá Karakuridōji Ultimo, da empresa-mãe Shueisha Heroman. Em 2009 criou junto com Tamon Ohta e o estúdio Bones o anime

Em 2010 apareceu no episodio 16 do terceiro ano da serie The Big Bang Theory interpretando ele próprio.

Aparições no Cinema e na TV

Stan Lee apareceu como personagem nas cenas de muitos filmes de super-heróis (mas não todos os filmes); baseados nos personagens da Marvel Comics que ele ajudou a criar. Ele é atualmente o ator 22 classificado em termos das receitas de bilheteira graças à sua aparições em filmes da Marvel.

  • No filme O Julgamento do Incrível Hulk (1989), Lee fez sua primeira aparição em um filme da Marvel;na qual ele é um jurado no julgamento do Dr. Bruce Banner.
  • No filme Mallrats (1986) (Barrados no Shopping ou Os Malucos do centro) aconselhando Brodie.
  • No filme X-Men (filme) (2000), Lee aparece como um vendedor de hotdog na praia, quando o senador Robert Kelly aparece nu na praia depois de escapar do mutante Magneto.
  • Em Spider Man (2002), ele aparece durante a primeira batalha do Homem-Aranha contra o Duende Verde, puxando uma menina longe dos destroços de um prédio.
  • Em Daredevil (filme) (2003), Matt Murdock, ainda criança, não deixa Stan Lee atravessar a rua para não ser atropelado por um ônibus.
  • Em Hulk (filme) (2003), ele aparece andando ao lado do ex-Hulk da série de TV, Lou Ferrigno em uma cena inicial, como guarda de segurança no laboratório de Bruce Banner. Foi seu primeiro papel falando em um filmes baseados em um de seus personagens.
  • Em Spider-Man 2 (2004), Lee puxa novamente uma pessoa inocente, longe do perigo durante a primeira batalha do Homem-Aranha contra o Doutor Octopus.
  • Em Fantastic Four (filme) (2005), Lee aparece pela primeira vez como um personagem dos quadrinhos, em um papel creditado como Willie Lumpkin, o carteiro que recebe o Quarteto Fantástico quando eles entram no edifício Baxter.
  • Em X-Men: The Last Stand (2006), Lee e Chris Claremont aparecem como dois dos vizinhos de Jean Grey na cena de abertura do conjunto há 20 anos. Lee, creditado como "homem da mangueira", é molhado no gramado quando Jean usa sua telecinese redireciona a água da mangueira para o ar.
  • Em Spider-Man 3 (2007), Lee aparece em um papel creditado como "homem da Times Square". Ele fica ao lado de Peter Parker, ambos lendo um boletim de notícias e logo depois comenta a Peter:"Você sabe, eu acho que uma pessoa pode fazer a diferença no carater de outra pessoa".
  • Em Fantastic Four: Rise of the Silver Surfer (2007), Lee aparece como ele mesmo no primeiro casamento de Reed Richards e Susan Storm, sendo afastado por um guarda de segurança por não estar na lista de convidados. Em Fantastic Four Annual # 3 (1965),acontece a mesma coisa, em que o casal, Lee e Jack Kirby são igualmente barrados.
  • Em Iron Man (filme) (2008), Stan Lee (creditado como "Si") aparece em uma festa de gala com três mulheres loiras, onde Tony Stark o confunde com Hugh Hefner. Na versão teatral do filme, Stark simplesmente cumprimenta Lee como "Hef" e move-se sem ver a cara de Lee, uma outra versão da cena foi filmada quando Stark percebe seu erro, mas Lee gentilmente responde: "Tudo bem, eu sou confundido assim o tempo todo."
  • Em The Incredible Hulk (filme) (2008),Stan Lee aparece como um cidadão infeliz que acidentalmente ingere um refrigerante misturado com o sangue de Bruce Banner, que levou à descoberta da localização do Dr. Banner em uma fábrica de engarrafamento no Brasil.
  • Em Iron Man 2 (2010), durante a Expo Stark, Lee, vestindo suspensórios e uma camisa colorida brilhante e gravata, é cumprimentado por Tony Stark em "Larry King".
  • Lee disse que se reuniu com Kenneth Branagh, diretor do filme Thor,para planejar sobre a sua possível aparição no filme.Stan Lee confirmou a participação especial através de sua página do Twitter em 06 de dezembro de 2009.

Referências

  1. Sue L. Hamilton. Stan Lee. ABDO Group, 2006. p. 8.
  2. Stan Lee. Stan's soapbox: the collection. Marvel, 2008.

Ligações externas

Precedido por
Joe Simon
Editor-Chefe da Marvel
1941–1942
Sucedido por
Vincent Fago
Precedido por
Vincent Fago
Editor-Chefe da Marvel
1945–1972
Sucedido por
Roy Thomas
Precedido por
Ninguém
Escritor do Título Amazing Spider-Man
1962–1971
Sucedido por
Roy Thomas
Precedido por
Roy Thomas
Escritor do Título Amazing Spider-Man
1972–1973
Sucedido por
Gerry Conway